Abaixo duas notícias sobre parte de eventos na TV que ocorrerão em Julho/09.
Em Julho e Agosto acontecerão alguns shows comemorativos no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo, além de exposição inédita sobre sua vida no Parque do Ibirapuera.
Heitor Domingues
Pesquisador da Memória Brasileira
Globo Repórter de 03/07/09
O Globo Repórter esteve no Estúdio Amigo no dia 15 de maio de 2009 para gravar uma entrevista com Roberto Carlos.
Sérgio Chapelin e nosso cantor bateram um longo papo sobre carreira, futebol, histórias ao longo dos 50 anos e muito mais.
Como já é de costume, após a entrevista, toda a equipe presente se juntou a Roberto Carlos para um delicioso lanche onde o papo continuou rolando solto e descontraído.
O Globo Reporter está preparando um super programa e para isso andou acompanhando alguns shows de nosso cantor pelo nordeste, mergulharam nos arquivos particulares de Roberto Carlos, conversaram com fãs e muito mais.
Este programa, que fará parte da programação especial dedicada a Roberto Carlos pela Rede Globo, poderá ser assistido no dia 03 de julho às 22:00 horas.
Anote aí que este será mais um daqueles imperdíveis!
Roberto Carlos na Grande Família
O Projac esteve movimentado nesta última terça-feira dia 16 de maio, com a presença de RC na a gravação do humorístico “A Grande Família”. Roberto gravou cenas para o episódio “O Rei e eu” no qual Nenê (Marieta Severo) ao participar de uma promoção na rádio ganha convite para assistir ao show, com direito a visita ao camarim e tudo.
Quem não iria gostar, não é mesmo?
Ela toda empolgada chega em casa comemorando e se derretendo em elogios ao nosso cantor. Resultado: desperta ciúmes em Lineu (Marco Nanini) que com a ajuda do “amigo” Mendonça (Tonico Pereira), planeja uma blitz da fiscalização sanitária no evento para que possa acompanhar de perto os passos da esposa.
A confusão está armada nesta família, mas pra saber como isso tudo acaba só mesmo assisitindo o episódio, que a principio, será exibido dia 02/07.
Sob a direção de Maurício Farias, o elenco formado por Marieta Severo, Marco Nanini, Andréa Beltrão, Pedro Cardoso, Lúcio Mauro Filho, Guta Stresser, Natália Lage, Tonico Pereira e Marcos Oliveira foi só emoção durante as três canções interpretadas por Roberto Carlos e fizeram questão de aplaudir a apresentação de pé.
“Para mim foi uma surpresa maravilhosa, foi uma emoção muito grande no palco, foi especial porque não perco nunca este programa maravilhoso”, revelou Roberto Carlos nos bastidores das gravações.
O texto prá lá de engraçado deste episódio é de Bernardo Guilherme, Claudia Jouvin e Maurício Rizzo.
Mais um evento que fará parte das homenagens da TV Globo aos 50 anos de carreira de Roberto Carlos.
O cantor e compositor Michael Jackson, 50, morreu na tarde desta quinta-feira (25), após sofrer uma parada cardíaca em sua casa, em Los Angeles. Segundo o jornal “Los Angeles Times”, os médicos do hospital da Universidade da Califórnia confirmaram a morte do cantor, que teria chegado ao local em coma profundo.
De acordo com o jornal, Jackson não estava respirando quando os paramédicos chegaram a sua residência, em Holmby Hills, por volta das 12h20 (horário local). Michael recebeu uma massagem cardiopulmonar ainda na ambulância e seguiu direto ao hospital da Universidade da Califórnia, que fica a dois minutos da casa do cantor. O cantor estava preparando sua volta aos palcos para uma série de 50 shows em Londres, a partir do dia 13 de julho, com ingressos esgotados.
Michael Joseph Jackson nasceu em 29 de agosto de 1958 em Gary, Indiana. Quinto filho do metalúrgico Joe Jackson, Michael mostrou seu talento para a música e para a dança muito cedo. Ele começou sua carreira nos anos 60, aos cinco anos, com o grupo Jackson 5, formado também pelos seus quatro irmãos mais velhos. Desde a pré-adolescência, quando a banda lançou os primeiros discos, o cantor se tornou uma das figuras mais conhecidas e adoradas da música norte-americana.
O estouro solo veio em 1979, com o quinto disco dele, “Off The Wall”, que, graças a uma empolgante e original mistura de disco, funk e pop, abriu caminho para o que o cantor viria a se transformar nos anos seguintes.
Na década de 1980 lançou dois de seus melhores discos, “Thriller”, de 1982, e “Bad” , de 1987, e consolidou a posição de superastro. Foi aí também que surgiu a imagem de um artista de hábitos e atitudes cada vez mais estranhos. É o exemplo perfeito de criança-prodígio que, cada vez mais famosa e idolatrada, acaba por criar um mundo próprio distante da realidade.
Ao mesmo tempo em que batia recordes de vendas com “Thriller” –que segundo o livro “Guiness” vendeu entre 55 milhões (segundo a gravadora Sony e a associação de gravadoras dos EUA) e mais de 100 milhões de cópias (de acordo com empresários do cantor)–, colocava sucesso atrás de sucesso nos primeiros lugares das paradas e lançava moda entre os adolescentes de todo o mundo com suas roupas e coreografias, em especial o “moonwalk”.
Mas Michael era motivo de especulações pela sua postura infantilóide, modificações profundas em seu rosto e branqueamento de sua pele. Nos anos 80, dizia-se até que o cantor dormia em uma câmara hiperbárica para retardar o envelhecimento.
A partir do início dos anos 90, os fatos sobre sua vida particular já chamavam muito mais atenção do que sua música –que, diga-se, nunca mais repetiu a genialidade da trilogia “Off The Wall”, Thriller” e “Bad”. Por mais que lançasse discos de modo superlativo, como o fez com “Dangerous”,em 1991, o que atraía o público eram as histórias sobre o megalômano rancho Neverland, na Califórnia, e a preferência do cantor por estar sempre acompanhado de crianças, entre elas o então ator mirim Macaulay Culkin, astro do filme “Esqueceram de Mim”.
Foi na década de 90 que surgiu o caso que abalaria a carreira e a vida de Jackson. Em 1993, o cantor foi acusado de ter molestado sexualmente um menor de idade. Segundo relatos da época, Jackson fez um acordo milionário com a família da suposta vítima fora dos tribunais em 1995. Nos anos seguintes, se casaria com a filha de Elvis Presley, Lisa Marie, e com a enfermeira Debbie Rowe, mãe de dois de seus três filhos. O cantor se apresentou ao vivo no Brasil em 1993 e voltou ao país em 1996 para gravar o clipe da canção “They Don’t Care About Us” no Rio de Janeiro e na Bahia com o Grupo Olodum.
Sem lançar disco desde 2001, quando gravou “Invincible”, nos últimos anos Jackson foi notícia graças ao julgamento pelo qual passou entre 2004 e 2005, também acusado de ter molestado um menor em 2003. Absolvido das dez acusações, logo após o julgamento o cantor passou por uma temporada de exílio no Barein, como convidado da família real do país. Em reconhecimento a sua carreira, em 2002 foi eleito o artista do século pela premiação American Music Awards.
Michael reeditou em 2008 o clássico “Thriller”, que traz a participações de nomes atuais como Will.i.am e Akon, e colocou uma nova compilação nas lojas, “King of Pop”. Em março de 2009, anunciou sua volta aos palcos com uma temporada de 50 shows em Londres, que começaria em 13 de julho e seguiria até fevereiro de 2010.
A demanda pelos shows foi tão grande que dezenas de apresentações extras foram acrescentadas, ao mesmo tempo em que centenas de ingressos surgiram em sites de leilão online como o eBay, em meio a críticas à maneira como as vendas estão sendo feitas. Segundo cálculos da Billboard, o cantor poderia levar para casa mais de 50 milhões de dólares com os shows.
Em maio deste ano, surgiu também um boato de que Jackson estaria sofrendo câncer de pele. Segundo o The Sun, os médicos haviam diagnosticado sinais da doença em seu corpo e células que poderiam provocar câncer de pele no rosto, mas a notícia foi desmentida logo em seguida.
Uma produtora de shows norte-americana queria proibir que Michael Jackson voltasse aos palcos e ameaçava seu retorno. A AllGood Entertainment Inc, de Nova Jersey, alegava que tinha contrato com o cantor para que ele não se apresentasse até 2010. Os assessores do artista, no entanto, não se preocuparam com a possibilidade de uma ação judicial que criasse obstáculos aos shows.
Jackson ainda é o “Rei do Pop” para sua legião de fãs, apesar de seu comportamento e de sua aparência por vezes bizarros nos últimos anos. Ele já vendeu em torno de 750 milhões de discos, ganhou 13 Grammy e é visto como um dos maiores artistas pop de todos os tempos.
Vídeos organizados dos Beatles, todas as músicas com as respectivas letras!!!
Discografia completa. Simplesmente indeletável.
Todas as músicas com as respectivas letras.
Isso é uma verdadeira relíquia.
É só clicar em cima da música e assistir ao vídeo no youtubeatles.
A Década de 60 é um divisor de águas na música popular brasileira. Até ela, a música que e fazia no Brasil, à exceção do samba, de estrangeirice aguda (para aqueles que advogam que a música brasileira sofreu um processo de colonização a partir do rock, é bom lembrar que as composições feitas no Brasil até o final dos anos 50 eram basicamente assentadas nos boleros, guarâneas, fox - trotes e demais gêneros que empolgaram a geração Hollywood). E só sabia cantar quem tinha potência de voz e de pulmão.
A Bossa Nova foi o primeiro movimento a entrar em cena no final da Década de 50 para mostrar que cantar podia ser exatamente o contrário. Paralelamente a essa transformação proposta pela Bossa Nova, à música brasileira começou a receber os ventos das revoluções externas ao país,quando um novo comportamento, ditado pela juventude, passou a imperar. A partir daí, sexo e política misturam-se na quebra de antigos valores. O mundo passa por velozes e radicais mudanças. O Brasil entra num processo particular, ditado pelas influências externas e pelas suas próprias mudanças políticas e econômicas. Nada disso escapa à arte. A música popular é a que mais diretamente capta essas mudanças. E as reflete. Como resultado, um vigoroso processo de renovação musical instala-se no país, numa sucessão de significantes movimentos.
Esse processo, tão importante para a música e para a cultura brasileira, é cronologicamente analisado nesta retrospectiva.
(Reginaldo Ramos Moura– Diretor da Revista Violão & Guitarra - 1981)
1960– generaliza-se a guerra do Vietnam: 25 pessoas morrem por dia;
- a União soviética coloca em órbita terrestre o Sputinik 5, levando dois cães a bordo;
- os EUA lançam o primeiro satélite meteorológico; liberado o uso da pílula anticoncepcional;
- é inaugurada a cidade de Brasília, nova capital do país, por Juscelino Kubitschek;
- “Jânio vem ai!”;
- a Editora Abril lança a revista Quatro Rodas;
- é criada em Bagda, Iraque, a OPEP;
- tem início o uso da informática a IBM lança o primeiro computador eletrônico para fins comerciais, embora ainda não de forma massificada;
-John F. Kennedy foi eleito presidente dos EUA;
Os anos 60 têm início para a música popular do Brasil prenunciando uma divisão que se estenderia até o final da década, quando os tropicalistas destruiriam a separação entre a música “Jovem” e a MPB.
Iniciava a década e alguns garotos já vinham fazendo a cabeça de uma parte da juventude desde 1958, pautados no rock&roll americano, através de versões singelas e apressadas dos sucessos internacionais. Celly Campello, seu irmão Tony Campello, Wilson Miranda, Sergio Murilo, Ronnie Cord, Demétrius, entre outros definiam uma faixa de público consumidor dentro do incipiente mercado fonográfico de então.
Tempo para Amar - 1959
Embora essa reposta brasileira aos apelos do rock americano não tome maior espaço nos estudos históricos sobre a música popular brasileira, é, sem dúvida, Celly e sua turma que abrem espaço para o movimento liderado por Roberto Carlos, poucos anos depois.
Muitos dos componentes da turma de “brotos” da primeira manifestação do rock brasileiro estariam presentes nos bastidores da Jovem Guarda: Tony Campello e Wilson Miranda produziram discos de Deny e Dino, de Os Incríveis e, junto com Demétrius (“Ritmo da Chuva”), fariam algumas intervenções nas matinês dominicais do programa de Roberto Carlos.
A turma da cuba libre e do hi-fi instaurava, ainda que em pequena escala, a indústria da música jovem, que extrapolaria o universo musical para interferir no comportamento juvenil. Uma interferência tão estéril em termos de sociedade brasileira quanto duvidosa: o modo de ser rebelde e violento importado de maneira estereotipada dos filmes de James Dean ou daquilo que se sabia da juventude americana, resultaria uma caricatura. Os meninos brasileiros brincavam de mocinho e bandido no quintal norte-americano.
Pra os play-boys, Ronnie Cord“subia a Rua Augusta a 120 por hora”, enquanto os brotinhos identificavam sua ingenuidade nas canções de Celly que usava “lacinhos cor de rosa nos sapatos”, sonhando beijar o namorado quando o “trem passasse no túnel do amor”.
Os centros urbanos do país escandalizavam-se com as notícias de estupros e violência praticados pela juventude transviada.
DO OUTRO LADO DA BOSSA NOVA
Há muita controvérsia sobre a origem da Bossa Nova. A expressão que designa um jeito novo de fazer alguma coisa, já era usada entre os músicos profissionais desde a Década de 40.
É, entretanto, no final dos anos 50 que um grupo de rapazes e moças passa a manter encontros na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde tocavam violão e cantavam músicas de determinados compositores. Dentro eles, Carlos Lyra e Roberto Menescal fundariam uma academia de violão que ajudava a divulgar composições do grupo e o caráter intimista e jazzístico de sua música.
Em 1958, João Gilberto, o violonista que já atuara em um disco de Elizeth Cardoso (“Canção do Amor Demais”), grava seu primeiro compacto (“Chega de Saudades/Bim-Bom”) empregando uma nova forma rítmica ao seu instrumento.
Esse primeiro trabalho individual de João Gilberto passaria a identificar o movimento, que aglutinou poetas e músicos em torno da nova concepção musical, a qual passava a impor mudanças radicais em nível de arranjo e letras.
João Gilberto
A batida característica do violão de João Gilberto, as novas estruturas utilizadas por Tom Jobim, que propunha harmonia dissonante e inovadora; a poesia de Vinícius de Moraes, que rompia com a separação entre poesia e canção popular; e, principalmente nova forma de interpretação, onde o canto abandonava as performances operísticas, a voz volumosa e empostada, para cantar com precisão e economia (“Desafinado”), passavam a identificar a Bossa Nova.
A partir daí, novos discos foram editados. Sylvia Teles, Alaíde Costa, Baden Powell, Nara Leão, os irmãos Castro Neves, Luis Eça, Chico Feitosa, entre outros, veriam a Bossa Nova alcançar repercussão nacional e, através do festival realizado nos Estados Unidos, em novembro de 1962, atingir o mercado internacional.
Silvia Telles
O I Festival de Bossa Nova, no Carnegie Hall chamou a atenção de músicos de jazz norte-americanos e propiciou o lançamento de discos em vários países.
A partir dessa época, o sucesso na Bossa Nova dá origem a certo desgaste do movimento, que passa a perder suas características originais. Céu-mar-azul-garotas, temas sobre os quais se haviam debruçados os criadores da Bossa Nova, passariam a ser substituídos por novas informações de outros compositores que viriam incorporar elementos da cultura regional e denúncia social e política.
À parte o sucesso de Ronnie Cord com “Rua Augusta”, gravada em 1963, os primeiros rockeiros brasileiros já não convenciam, coincidindo com a exaustão a que chegara o rock de Elvis Presley nos Estados Unidos
Ronnie Cord – Rua Augusta 1963
Fonte:Revista Violão e Guitarra Especial - nº 37 - 1981
Woodstock, festival de rock mais famoso da história, aconteceu no período entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, numa fazenda na cidadezinha de Bethel, no estado de New York. Segundo a revista Rolling Stone, o Festival de Woodstock foi um dos 50 momentos mais importantes que mudaram a história do Rock’n'Roll.
Criado pelo promotor Michael Lang com Artie Kornfeld, John Roberts e Joel Rosenman, o evento reuniu 32 artistas. No filme/documentário, lançado em 1970, aparecem 22 deles, conforme lista abaixo (em ordem alfabética).
Arlo Guthrie
Canned Heat
Country Joe & the Fish
Country Joe McDonald
Creedence Clearwater Revival
Crosby, Stills, Nash
Grateful Dead
Janis Joplin
Jefferson Airplane
Jimi Hendrix
Joan Baez
Joe Cocker
John Sebastian
Johnny Winter
Mountain
Paul Butterfield Blues Band
Richie Havens
Santana
Sha-Na-Na
Sly & The Family Stone
Ten Years After
The Who
O filme ganhou o Academy Award® como melhor documentário (foi nomeado para Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora). Woodstock foi produzido por Bob Maurice e dirigido por Michael Wadleigh, que tinham em sua equipe jovens editores e cineastas como Martin Scorsese, Thelma Schoonmaker, Joel Cox e Tina Hirsch.
No local do festival foi erguido um museu chamado Bethel Woods Center Of Arts, que conta a história da decada de 60, destacando Woodstock como um acontecimento ligado à arte, com exibições multimídia e até eventos educacionais.
Para comemorar esses quarenta anos do Festival deWoodstock, será lançada, no dia nove de junho, uma caixa especial contendo três DVDs. Neles está incluída a versão do diretor com quatro horas de duraçã