A Relatividade da Vida
sábado, 13 de setembro de 2008 por Maria Clara
Mais uma da Mamy, esta é de 1956!!!
Observamos através dos séculos, filósofos, poetas, livres pensadores definirem a vida, cada qual ao seu modo. Cada um julga a vida e as coisas que o cercam por um prisma diferente. Há uma lógica em tudo isso, pois a vida é aquilo que nos parece ser, e não que os outros pensam que é. Eis a razão pela qual os seres humanos julgam diferentemente as coisas. O que parece ser bom para um, poderá ser mau para outrem, o que é deslumbrante para um poderá ser enfastiante para seu semelhante, o que é alegria para um, será nostalgia para outro e assim por diante.
Vemos, portanto que ninguém poderá dizer o que a vida realmente é, mas unicamente o que lhe parece ser. Raciocinando bem, chegaremos à conclusão que, a crítica a maledicência é condenável sobre todos os pontos de vista, quer seja cristão ou não. A pessoa humana geralmente julga bom ou sensato, apenas aquilo que lhe causa prazer, não pensa que muitas vezes aquilo que a beneficia tanto poderá ser mau para seu semelhante; e despreza aquilo que lhe causa desconforto muito embora seja prazer para outrem.
Não falo aqui num sentido geral, pois toda regra tem a sua exceção, porém essas hoje em dia, também são bem poucas. Pensamos muito em nosso “Ego” e esquecemos que o mundo é habitado por milhões de criaturas como nós. Esse egocentrismo excessivo não nos permite avaliar merecimentos nas experimentações alheias. Nada na vida podemos julgar inútil ou mau. Há um sentido oculto e utilitário, mesmo naquilo que julgamos sem valor.
Eis ai a relatividade da vida humana. Vivamos, portanto a nossa vida lembrando sempre que não vivemos sós no mundo, mas que ele é povoado por milhões de criaturas, que como nós precisão viver, e tenhamos em mente este princípio que ouvi dos lábios sensatos do saudoso professor Sr. Emerique “VIVA A VIDA COMO DESEJAS; PORÉM LEMBRE QUE O TEU DIREITO TERMINA ONDE COMEÇA O DO TEU SEMELHANTE”.
MSB/1956

