Árbitro Marreta
terça-feira, 30 de setembro de 2008 por Maria Clara
Mais um daqueles casos engraçados acontecidos na “terrinha”, esse contado por Edvar Sampaio.
O que me levou a levantar às 6hs de uma manhã de sábado enquanto a esposa levantou às 5:30hs para fazer a caminhada diária, foi à lembrança de personagens que insistem em fazer parte dos meus sonhos: Parente ou Mé ou ainda conhecidos, Emília Capelinha, Arthur Baba no Leite, Pompeu, Chico Bico Doce, etc. etc., e o Marreta de quem vou narrar um episódio que foi muito comentado naqueles idos de 1950 e Alzheimer.
Ele era uma pessoa de porte físico avantajado fazendo jus ao apelido e foi o líder dos guardas noturnos quando da formação desta entidade, presidida então pelo meu pai, Antonio Sampaio. E também era árbitro de futebol nos campeonatos da cidade. Como tal, foi convidado para apitar uma decisão do campeonato de futebol dos internos do Sanatório Cocais que era destinado aos portadores de hanseníase (lepra). Lá pelas tantas ele apitou um pênalti que foi contestado pelos jogadores da equipe penalizada que partiram para cima dele numa atitude agressiva. Mais que depressa, o Marreta pegou um pedaço de pau que estava à beira do campo e fez uma proposta: “peguem este pedaço de pau… podem bater com ele até na minha cabeça… mas, pelo amor de Deus, não me encostem a mão”. Mas, tudo terminou em paz.
Um abraço a todos e até breve.
Edvar Sampaio

