Os Amigos de Tirisco.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008 por Maria Clara
Estas lembranças foram escritas por Tirisco entre março e abril/08.
Em parte somos responsáveis por uma realidade de espaço que nada tem a ver com a vida, mas que corta rente aos ossos….
Nós porém, fingimos que não é conosco, assim como dissumulamos não perceber, a presença dos anos já vividos, experimentados como uma surpresa que se renova e envelhece e, de repente já não somos mais cinco as vezes seis dez ou mais…
Já nos deixaram: Zelão; Fernandinho Paulini; Tonico Passarelli; José Carlos; Nino; Carlão Mantovani; José Cássio; Serjão Romano; Dirceu Nobre; Flávio Carvalho; Luiz Antonio(Pinguim), José Carlos (Gasoza) e deixaram muitas saudades…
Continuam… Edsel Brito; Ponga; Marcilinho (Sherife); Marco Quirino; Gaspar e Fernando Puglia; José, Joaquim e Toinho Cajurú; Zé da Pinta; Pintado(em algum lugar do planeta); Tolstoi de Mello Zimbers; Hildebrando Zoldan; Anchieta; Antonio Carlos Carvalho; José Oscar Astolfi; Ricardo Rossi; Osmar Figueiredo (o Burziguin); Antonio Geraldo (Mandioca); Marinho Beni; Egidio Mantovani; Hesley Abdalla e tantos outros… Amigos, tenho-os de longa data, desde a juventude. Muitas vezes levamos anos e até decadas que não nos vemos e outras até pode acontecer de nunca mais termos nos encontrado, porém de repente vem aquela lembrança que aquece a alma e então: o impulso de uma comunicação…
Somente quando nossas energias se cruzarem no espaço cósmico da vida, e que essa força irá surgir e novamente nos unir!
Pontuo de alvoradas meu caminho nos acasos do tempo me disperso, nas cirandas dos fatos me advinho, sinto o infinito a desfazer-me em verso…Pastoreio aventuras de viagem por angustias de atalhos que reagem as travessias da ilusão…
Imagens que me assomam à lembrança daquela Casa Branca romântica e hospitaleira, quando as casas bocejavam quietude, dormir sempre mais cedo era virtude e o prazer tinha datas preferidas.
Sábado, a vida se partia em riso…O comércio ficava todo aberto na Cel. José Julio, para atender, de modo mais preciso, o simples pessoal de ali por perto. Era como se o mundo, sem aviso, fizesse as coisas darem tudo certo, o fiado nem era prejuízo, dava-se um jeito até no mais esperto. Toda cidade se aprazia em festa, desde a pessoa rica à mais modesta: uma corrente humana de prazer.
As ruas, na efusão da mesma andança, bisbilhotava a vida da vizinhança, brincadeiras faziam-se a valer, como nas letras de Camilo Guimarães em ” Lembranças de Esquecer”.
TIRISCO 04/08

