Lembranças de Tirisco.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008 por Maria Clara
Palavras de um apaixonado por Casa Branca, estas lembranças ele escreveu no Blog em fevereiro/08.
Os passos emocionam o caminho, a cidadezinha vai ficando ao longe…
Lembranças, cirandas, amizades…pulsam agora, os novos marcos da existência.
A viagem é o artifício da ilusão; o futuro é o arquiteto do ideal; a jornada é o assobio de uma seresta; a saudade é o cartão postal recolhido, às pressas; a vida….ora a vida é o tempo sem perguntas!
Chegara a inesquecível mocidade, cheia de tanto ardor e fantasia, vivia-se o prazer de cada dia, percorrendo a Rua da Estação, até a Praça Barão de Mogi Guaçu e, chegando lá, o passeio em torno do velho coreto do jardim, moças no sentido horário, rapazes no sentido oposto.
Toda a praça cochichava seus boatos, carteava-se no clube, deliciava-se no Benga ou no Marcelino…
Os desacato se explicavam no largo da matriz e Casa Branca e seus amores contratavam suas datas a cidade pequena era feliz…
Agosto chegava em tempos de festança, risos marcando as nossas emoções, a gente se tornava mais criança, vendo a noite encantada da Festa de Nossa Senhora do Desterro. Havia prendas na roda da fortuna, pastéis deliciosos no Bar Fumaça…
Abrangência de segredo a que estou em me saber, necessária relevância em me ser próprio e me crer. Vivo o tempo em meu espaço em que me posso encontrar, alguém proposto a mim mesmo num outro eu a me achar na velha guarda, nos velhos tempos de Casa Branca.
Quem me fez em som de estrada nas vozes desconhecidas dos ecos do Aterradinho, das tortuosas gargantas das Três Cruzes, da amplidão do Espraiado, às saudosas Festas de Nossa Senhora do Desterro, quem me traz, nos sons do tempo, o elaborado artifício da sinfonia dos acasos nas pautas do acontecer? Quem me advoga compassos para o ritmo dos sonhos, numa cidade que se fez ausente, e que agora neste Site se recria em nossa mente, quando me faço horizonte na distância dos caminhos?
TIRISCO/02/2008


Olá, pessoal de Casa Branca!
Sou filha de Alvino Fernandes Pinheiro, nascido em Casa Branca, lugar onde ele passou sua mocidade. Ele nasceu em 1927. Já está bem velhinho e fala que gostaria de voltar à Casa Branca antes de morrer. Ele tem vontade de rever a praça e o coreto, e saber se os jovens de hoje mantém a tradição das voltas no entorno da praça como se fazia no tempo dele. Quando ele conta suas aventuras e detalhes da velha Casa Branca, seus olhos marejam. Ele conta também da tradição musical da cidade: em Casa Branca, todos tocavam um instrumento musical, um clássico.
Vou me esforçar para levar meu pai à Casa Branca tão logo quanto puder. Os filhos devem isso aos pais, não?
Por meio de meu pai, aprendi a amar Casa Branca e sua gente, mesmo sem nunca tê-los visto.
Um abraço da Solange