Quem é Tirisco?
quinta-feira, 18 de setembro de 2008 por Maria Clara
Esta foi a resposta que ele deu quando perguntei: Quem é Tirisco?
Perguntando por mim, pois no jogo do tempo, sou o personagem, sou o azar de uma aposta, que muitos buscavam, sou o que muitos me descreviam, já fui ave, mamífero, réptil e até fluído como um fantasma! Como é duro saber que fiquei esquecido por tanto tempo. Como é dificil entender que uma cidade inteira me esqueceu…
Pontuo de alvoradas meu caminho, desde as bossorocas ao relato daqueles que me descrevem e contam as minhas histórias… Nos acasos do tempo me disperso, nas cirandas dos fatos me advinham, sinto nas ruas da minha cidade o burburinho da minha antiga presença, agora da minha lembrança, sinto o infinito a desfazer-me em prosa e verso… Pastoreio aventuras no cerrado, desde o aterradinho até o coreto do jardim, sonhando com a salada de frutas do Benga, as queijadinhas do Hugo Zanchetta, as compotas de manga da Dona Nene, os pasteis da Anita Moffa, todas as viagens que fiz no espaço e no tempo por angustias de atalhos que reagem as travessias da ilusão recriadas na recordação do acontecer….
Sou… mas me penso ter sido o que me posso entender alguém em mim concluido numa forma de me haver aparência presumível do que possa aparecer…Uma lenda que já nem se relembra nos dias atuais e, assim venho dos meus acasos de tantos casos que se perderam na memória das gargantas sinuosas das bossorocas em que o acontecido gravou enrêdos no muito que chegou a mim.
Hoje, procurado e não identificado, abraço as inconformidades do vento que sopra a poeira seca no sulco das Três Cruzes, rajadas sem aviso que assumem as encruzilhadas , agora da Net das solidões sem regresso….
Nós eramos quatro, cinco, às vezes seis, dez ou mais, amigos de memoráveis serestas nas ruas e praças de Casa Branca, romântica, fantasiosa, culta, musical, heteredoxa, sedutora cuja fragrância das jabuticabeiras em flor, nos quintais, dos flamboyants no jardim, inspirava-nos a arriscar nossos primeiros versos, nossas primeiras musicas e solfejos, eramos jovens, entusiasmados, uns gordos outros magros, todos alegres e sorridentes, à noite, bem vestidos, com nossos ternos de linho branco 120 e impecáveis gravata, iamos ao cinema, depois do tradicional passeio em torno do coreto do jardim.
Que bom seria se pudessemos novamente nos reencontrar nesse espaço de surpreendentes reencontros para dizer que ainda continuamos fluídos e humanos…Damos uma chance à humanidade assim como os antigos burgueses davam à Corte vitelones, alguns de ascendência de emigrantes, outros da mais casta aristocracia do império, fomos todos idealistas, anarquistas, socialistas, comunistas e recebemos muitas porradas no corpo e na alma ou na psique borboleta, nas esquinas sombrias do inconsciente e na despudorada coragem de viver…mas é claro que essas bofetadas não foram recebidas em vão, secretamente sabíamos que sofríamos por um ideal mais alto chamado liberdade…
Depois, eramos ainda, quatro, cinco, as vezes seis, dez ou mais, um pouco mais gordos, outros ainda magros, bem vestidos, e haviamos conquistado a liberdade e, naturalmente - nos tornamos prisioneiros dela. Essa liberdade(irmã da paz, moça sem lingua) nos oprimia e nos sufocava, pois com medo de perde-la, deixamos de ser livres. Evidentemente essas certezas secretas nós não revelamos aos outros quatro, cinco, seis, talvez dez, pois nos ja eramos intelectuais, votavamos na esquerda, embora nos assegurem que ela não existe mais…e parece que tem razão…tratavamos e tratamos bem nossos subalternos e, aparentemente eramos e parece que continuamos a ser pessoas queridas na comunidade….
Somos quatro ,cinco, as vezes seis, dez ou mais, sabemos tudo sobre, Socrates, Platão, Aristótoles, Spinoza, Rousseau, Voltaire, Hegel, Brecht, Nietzche, Maikowisky, Marx, e tantos outros e até já torcemos por Fidel, por isso temos dezessete, dezoito anos, mas nossos filhos sizudos de há muito passaram dos trinta e acham que a arte pode ser parida sem dor. Não pensem que não fazemos planos, fazemos sim, um dia vamos alugar um onibus, ou fretar um avião e partir sem destino com nossas banhas, nossos reumatismos e nossos rostos com dobraduras do tempo. Carregamos em comum nossas mais doces relembranças, vividas em Casa Branca, recordações que ficaram vida afora, marcando os anos na emoção dos fatos, no sorriso furtivo dos retratos, na ilusão de voltar-se a ter-se outrora….
Como Caçar Tirisco:
Pedem -me para que me situe no tempo e no espaço e conte a história do Tirisco. Pois bem, a época áurea foi o final da decada de cinquenta, aquela que vivi em minha juventude,embora a lenda do Tirisco parece ter sido criada na decada de trinta.Os visitantes vindos de outros municípios ou da Capital, para serem aceitos no grupo teriam que se submeter a prova da caça do Tirisco que era feita sempre a noite na Bossoroca das Tres Cruzes a mais próxima da cidade.
Para a “perigosa” aventura era necessário, um saco de estopa, uma vela e uma lata. Chegando no interior da bossoroca o neófito teria que acender a vela e preparar-se para surpreender a caça, sempre batendo com um bastão na lata, deixando o saco próximo para colocá-lo dentro. O Tirisco, atraido pelo barulho e pela luz se aproximaria…..
TIRISCO/03/2008


oi eu moro em santa rosa e aqui so é liberado praticar a caça em janeiro ate o carnaval e julho
o tirisco foi descoberto e catalogadoapenas na decada de1960
ele é um bicho peculiare é so encontrado no municipio de santa rosa de viterbo
segundo os monitores da caça é um animal com pena e couro multicolorido que tem uma mandibula que se confunde com um bico
eate asasque nao ultiliza embora se desloque tao rapidamente
que é dificil veloé o unico animal do mundo que é atraido pelo barulho e pela luz
quem o viu o descreve de maneira confusa
alguns dizem que é parecido com u m animal de patas
semelhante a um coelho
outros tem certeza que é parecido com uma ave
e ha que gareanta que é o cruzamento dos dois
a verdade que o enigma do tirisco ainda nao foi desifrado
COMO É A CAÇA?
UM GRUPO FICA RESPONSAVEL PELO MONITORAMENTO DA PRERIGOSA VENTURA A PESSOA QUE ACEITA IR A CAÇA DO TIRISCO
É CONSTANTIMENTE LEMBRADA PELOS VETERANOS MONITORES
SOBRE A NECESSIDADE DE TER CORAGEM
PERSEVERANÇA E ATENÇAO PARA CAPITURAR O BICHO
A ´´VITIMA´´ A CAÇADORA É CONDUZIDA PARA UM LOCAL DISTANTE E ERMO NORMALMENTE DA PERIFERIA DA CIDADE
E MUNIDA DE UM SACO VELAS FOSFOROS E LATAS VAZIAS
NO MOMENTO DA CAÇA A SITUAÇAO SE CONFIGURA DA SEGUINTE FORMA:O CAÇADOR BATE NAS LATAS DE FORMA DESVARIADAMENTE
O SACO ABERTO COM O SUPORTE DE UM GALHO ENFORQUILHADO
AS VELAS ACESAS
OS MONITORES SOB O ARGUMENTO QUE OSTIRISCO RECONHECERIA SEUS CHEIROS RETIRAMSE DO LOCAL
O GRANDE MOTE PARA CONQUITRAR A CONFIANÇA DO CAÇADOR ÉDIRETA E CONTUNDENTE
SOMENTE OS NOVATOS TEM POSSIBILIDADE DE CAPTURA O TIRISCO