Sujeira Evitável
domingo, 14 de setembro de 2008 por Maria Clara
Esta é mais uma da Da. Magdalena e é de 1962.
Casa Branca, a poética cidade das bossorocas, por onde corre o preguiçoso e nostálgico espraiado e cuja colina se ergue a majestosa capela do Desterro; é visitada diariamente por grande número de pessoas, ou viajantes que por aqui passam com destino a outras cidades, nas diversas linhas de ônibus que nos servem.
Devido à grande quantidade de linha de ônibus foi até construída uma belíssima estação rodoviária, situada num lugar aprazível e agradável.
É muito comum às pessoas que viajam observarem o aspecto das cidades por onde passam e também tecerem comentários. Nossa cidade possui recantos alegres e pitorescos, e modo a atrair os olhos curiosos dos viajantes.
Creio, porém, que toda essa poesia desaparece nos dias feriados e domingos, pois a impressão que levam os que nos visitam esses dias, deve ser péssima, visto o grande número de papéis sujos, cascas de frutas e lixo espalhados pelas ruas. As idéias que levam de nossa poética terra, é a de ser habitada por um bando de seres selvagens.
O Senhor Prefeito querendo manter a cidade limpa, mandou colocar cestos em diversos pontos da cidade, porém dificilmente cai um papel nos referidos cestos. O povo parece que acha mais fácil atirar a sujeira nas ruas.
Até parece que possuem ojeriza por limpeza!… Creio que isso revela falta de consciência sanitária do povo e pequeno grau de civilização. É de lastimar isso, em nossa cidade conhecida como um grande centro de cultura.
É preciso que cada cidadão se compenetre do dever que cabe a cada um, de contribuir para o bem coletivo e de zelar pela higiene da cidade, dando uma impressão agradável e acolhedora a todos que nos visitam. E aqui vai um lembrete: “Cidade limpa, cidade civilizada”.
MSB/1962

