Um Grão de Poeira Cósmica
terça-feira, 16 de setembro de 2008 por Maria Clara
Essa Da. Magdalena escreveu em 1956.
Certa vez, conversamos numa roda de amigos sobre milagres, aparições, enfim a respeito do sobrenatural, nisso chegou-se ao grupo, um jovem tido como muito sabido e querendo tomar parte na conversa falou-nos com ares de importância:
- Não creio naquilo que não vejo!
Respondi então:
- Não posso ver a sua inteligência, por isso também não creio que você tenha mente e seja capaz de pensar…
Diante dessa resposta inesperada, o jovem dando certa desculpa retirou-se.
Quantas pessoas existem como esse nosso amigo, são pessoas mesquinhas, que possuem complexos de superioridade, julgam-se ser tão inteligentes e tornam-se ridículos na presença dos outros.
Eles se esquecem que não passamos de simples grão de poeira cósmica diante da grandiosidade do universo… Só há uma coisa relativamente grande no homem: o orgulho e a presunção… Mas o orgulho e a presunção desaparecem nas garras da morte, pois ela ceifa tudo, materialistas, sábios que se dedicam à destruição em laboratórios inventando bombas destruidoras, gases letais; as damas bem vestidas que fingem caridosas para serem cultuadas como grandes benfeitores da humanidade, os políticos que nas salas das assembléias tramam a destruição dos seus semelhantes, pobres e ricos, poderosos e fracos… Acima de incompreensível designo da vida, esta uma sabedoria superior que não podemos conceber… ”DEUS”.
Um dia havemos de arcar sob o peso de nossa arrogância e admitir que aqui na terra tudo não passa de uma mera ilusão e que se desfaz ao sopro da mais leve brisa.
MSB/1956

