Gilda - Filme de 1946
Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008 por Maria Clara

Filme assistido em 1950, embora não seja um filme premiado, “Gilda” é um dos mais famosos “filmes-noir” de todos os tempos. Realizado pelo cineasta Charles Vidor, mostra-se como um melodrama tenso, com ótimos diálogos, seu Roteiro é de Marion Parsonnet e Jo Eisinger baseado em história de E.A. Ellington, a Produção de Virginia Van Upp, filme em preto-e-branco e a Fotografia de Rudolph Mate.
Fazem parte do elenco: Rita Hayworth, Glenn Ford, George Macready, Joseph Calleia, Steven Geray, Joe Sawyer, Gerald Mohr, Mark Roberts, Robert E. Scott e Donald Douglas.
Johnny Farrell (Glenn Ford) e o proprietário do Cassino de Buenos Aires, Ballin Mundson (George Macready), conhecem-se em uma ruela, onde Ballin pede sua ajuda durante um assalto. Mais tarde, Johnny vai ao Cassino onde, depois de jogar bastante, é levado ao escritório de Ballin. Lá, termina sendo contratado para trabalhar para ele. Depois de poucas semanas, passa a ser o braço-direito do chefe e termina assumindo o Cassino quando Ballin viaja.
Ao voltar da viagem, Ballin traz sua nova e bela esposa, Gilda, que logo é apresentada a Johnny. O que o chefe não sabe é que Gilda e Johnny já haviam tido um relacionamento amoroso no passado. Os dois passam a ter uma relação tempestuosa de amor e ódio. Sempre que pode, Gilda dança com alguns freqüentadores do Cassino, meramente para fazer ciúmes a Johnny.
Pouco tempo depois, Johnny descobre que Ballin é mais do que um simples proprietário de um Cassino. Na realidade, ele está à frente de um monopólio de tungstênio, com planos de se estender pelo mundo afora. Quando um homem ameaça os seus planos, ele o mata. Ao tomar conhecimento de que a polícia já sabe sobre o assassinato, Ballin arranja para passar por morto em um desastre aéreo.
Johnny assume os negócios de Ballin, inclusive os ligados ao monopólio de tungstênio e, para surpresa de todos, casa-se com Gilda. Ela se casa por amor, mas Johnny com segundas intenções. Logo depois da cerimônia, ele a deixa. Por noites, ela aguarda sua volta, sem sucesso.

Depois de uma frustrada visita ao escritório dele, para dizer-lhe que nunca houve nenhum outro homem em sua vida, ela descobre que Johnny contratou alguém para acompanhar todos os seus passos. Ela decide, então, fugir para Montevidéu.
Depois de uma temporada no Uruguai, retorna à Buenos Aires acompanhada de um novo namorado. Uma vez na capital argentina, descobre que ele é um dos homens de Johnny.
Nesse meio tempo, a polícia toma conhecimento do monopólio de tungstênio, prendendo todos os envolvidos. O Cassino é fechado. Johnny evita a prisão ao decidir cooperar com a polícia. O detetive Maurice Obregon (Joseph Calleia), que vinha observando Gilda, como parte de suas investigações, conclui que ela não tinha a menor participação nos negócios escusos do marido, bem como, que ela é realmente apaixonada por Johnny. Ao tomar conhecimento de toda a verdade sobre Gilda, Johnny percebe quão injusto ele tem sido com ela.
Assim, quando ela está se preparando para retornar aos Estados Unidos, ele a procura para confessar seu amor por ela. É quando Ballin retorna à procura de Gilda. Ao vê-la junto a Johnny, ele tenta matar os dois, mas seu mordomo, Tio Pio (Steven Geray), se adianta e os salva. Gilda e Johnny partem, finalmente, juntos, para os Estados Unidos.

No elenco, Glenn Ford e George Macready apresentam grandes interpretações. No entanto, é Rita Hayworth, no papel-título, a grande estrela do filme. Além de linda, Hayworth mostra-se extremamente sensual, uma das maiores ‘femmes fatales’ do cinema. Sua interpretação da música “Put the Blame on Mame” é inesquecível.
Vale ver e rever, existem clássicos e existem os clássicos dos clássicos. É exatamente na última categoria onde se situa Gilda, com Rita Hayworth, destilando sensualidade e magnetismo.
Bibliografia: 65 anos de cinema

