Minhas Lembranças 2ª Parte
quarta-feira, 1 de outubro de 2008 por Maria Clara
“Belos Dias”
Agora que tal recordarmos dos locais e eventos que fizeram parte de nossa infância e juventude!
Cine Central e o Cine Popular, quanta saudade das matinês aos domingos e a Sessão do Troco na quarta feira, dos bangue-bangues e dos romances como “Candelabro Italiano”. Do Cine Casa Branca, onde assistimos “Dr. Jivago” e muitos trocaram beijos e juras de amor. Alguém se lembra do Vitório? Lembra do Cine Pavilhão, que passou a ser Cine Popular quando foi transferido para o Largo da Boa Morte. E o Cine São José, que funcionava na Casa Paroquial, ao lado da Igreja Matriz, onde depois passou a ser Rádio Difusora de Casa Branca AM ZYR-204, 1580KHZ, até com Programas de Auditório.
Lembram do Show de Erasmo Carlos no Cine Popular (Pavilhão). Ele até recebeu o título de cidadão Casabranquense. Vocês se lembram que o Prefeito naquela época era o Skandar Mussi. O mesmo prefeito de hoje. E o Show da Silvinha e Eduardo Araújo foi até antes do Erasmo. O bacana foi que eles ficaram hospedados na casa da Dairce Antonialli e suas amigas tiveram a oportunidade de participar de um breve bate papo com eles. Quem foi ao Show dos Jordans no Cine Casa Branca no dia 05/09/1967. Lembram quando Os Incríveis tocaram no Baile das Debutantes de 1969. Lembram também da gravação da Cidade x Cidade, na antiga TV Tupi, no programa Silvio Santos, onde disputamos com Rancharia e nós ganhamos.
O Cine Casa Branca além abrigar os Festivais Casabranquenses de Música Popular, abrigou também os Concursos de Miss Casa Branca, organizados pelo Tenê e Ganymédes.
Quem desfilou no Bloco Debret do Tenê no Carnaval de 1971?
Quem tomou canja no Bar do Barão (antiga Cantina Vital), no final dos bailes de Carnaval?
Quem tem uma foto de carnaval tirada pelo fotografo Boa Nova?
Geração que lembra com saudades dos sabores da Sorveteria da Da. Lola e da Da. Olga, da Salada de Frutas do Bar do Benga, do Sanduíche do Bar do Marcelino, do Bar Central, do Bar do Moisés e do carrinho do Pipoqueiro Sr. Eduardo na Praça da Matriz.
Quem nunca fez um belo penteado com a Lenita, ou no Salão de Beleza Maria Tereza, no Salão do Roberto e da Manuela ou no Salão da Nice França?
Quem já tomou injeção na Farmácia do Dorotheo Barbosa, na Farmácia do Sr. Lourenço Aba ou na Farmácia do Edvard?
Quem nunca fez um passeio com a turma no Espraiado e nas Bossorócas tomando banho de lama e também construindo bonecos de barro?
Lembram do “Bico Doce“, do “Nim Borracha“, do “Arthur Baba Leite“, do ”Ninim”, da ”Maria Batata”, da “Emilia Barraquinha”, da “Julia Pata” e do “Natal“? Acho que o único vivo até hoje é o Arthur.
Gente vocês lembram que no Jardim da Matriz, as árvores tinham formatos de bichos, todas cuidadas pelo Jardineiro Santin e nos fins de semana tinha Banda tocando no Coreto.
Quem se lembra ainda dos Desfiles de Bonecas Vivas, feitos no “Lar Esperança”, todas vestidas de papel crepom, vestidos esses confeccionados pela Da. Lurdinha?
E da Da. Cida que fazia Desfile de Camisolas e Pijamas lá no Grupinho?
Muitos estudaram no Rubião, no Grupinho, no Instituto, na Industrial ou na Escola do Comércio do Melinho.
Aqueles foram bons tempos, a juventude foi privilegiada, tivemos Elvis Presley, Neil Sedaka, Paul Anka, Bossa Nova, Chris Montez, The Beatles, Jovem Guarda, Jefferson Airplane e tantos outros e mais outros , sentados nos degraus da Relojoaria Picccolo escutávamos os últimos lançamentos.
Nunca me esqueço daquele tempo em que íamos ao Clube Casa Branca para as brincadeiras dançantes, no Acalanto, na ACCP, no Mug e Cirandinha e como disse Lúcia Zanetti : ficávamos em frente ao Cirandinha esperando o “príncipe encantado chegar…”
E o Clube UJEC, perto do Posto Esso, onde jogávamos ping-pong, dama e xadrez.
A roupa nova para ir à Missa aos Domingos, as Cruzadas Eucarísticas, ajudar enfeitar as ruas com serragem e pó de café para a Procissão de Corpos Christi era festa, as promessas feitas na Igreja Nossa Senhora do Desterro, e a Festa do Desterro era o máximo no mês de agosto, quantos “correios elegantes” eram trocados naquele Bar do Fumaça, tínhamos ainda o “Footing” na Praça da Matriz e ainda uma pergunta: Quem nunca namorou no Jardim do Rosário?
Dos bailes cantados pelo Rossi na ACCP, dos grandes Bailes de Debutantes que eram realizados no Salão Nobre do Instituto, com grandes bandas; todos os rapazes de terno, muitos confeccionados na Alfaiataria do Vanucci, as mesas enfeitadas delicadamente; sem falar nas debutantes todas lindas, com vestidos feitos pela modista Silvia Zanetti e enfeitadas pelas flores de Da. Laura Barbosa. O fotógrafo era Rolley Foto que também fotografava casamentos.
As noivas da cidade também eram vestidas pela Alta Costura de Silvia Zanetti, conhecida por toda região e seus vestidos eram sempre bordados em pedraria pelas irmãs Assunta e Leonor.
Lembro bem de quando nossa turma voltava dos bailes, comprávamos pão na Padaria da Da. Mariana Zanchetta e do Sr. Carlos Alves, ao lado de casa e comíamos pão com manteiga ali no alpendre, mas tínhamos ainda a Padaria do Hugo Zanchetta e Padaria Casa Branca, a manteiga era da Fábrica Sanossian.
Ainda não tínhamos Supermercados, mas tínhamos o Empório Zanetti, o Armazem do Sr. Florentino, o Armazém do Galante, o Armazém do Chico Procópio, o Empório do Sr. Joaquim Pinto, o Empório do Sr. Irineu Geogertte, a Venda do Sr. Juca Astolfi, a Casa Romano do Sr. Tertuliano, a Casa Basilone, a Casa Loti, a Casa Carlos, a Loja Rubi, o Calçados Salotti, a Loja Abdalla, a Sapataria do Sr. Bilia, a Casa Palma, a Casa Horta, a Casa Lopes, a Casa Cristal, a Casa Vicenza do Sr. Fiori e Da. Nila, a Loja Principal, a Loja do Julinho Magalhães e a Loja do Sr. Joanin.
Quem se lembra da Casa Renascença do Sr. Natal; comprávamos as revistas O Cruzeiro e Manchete e da Papelaria Leda onde comprávamos nosso material escolar e da Da. Augusta Piccolo onde as mães compravam o enxoval das meninas, todos vindo da cidade de São Pedro?
Tínhamos o Hotel Moffa e a Pousada do Alonso, depois foi construído o Hotel Coesa.
Além do Banco do Brasil e do Banco do Estado de São Paulo, tínhamos ainda o Banco Moreira Salles, o Banco F. Barreto e o COMIND (Banco Comércio e Indústria), a única revenda autorizada de carros era a Volkswagen Coesa.
Será que coloquei tudo que existiu naquela época? Todas essas recordações é uma viagem ao passado é a história da nossa juventude, que temos para contar para nossos filhos e netos, de como éramos felizes nessa pequena “Casa Branca”.

