A Caldeira do Diabo (Peyton Place) - Filme 1957
Terça-feira, 11 de Novembro de 2008 por Maria Clara

A Caldeira do Diabo (Peyton Place) é um controverso filme norte-americano de 1957, do gênero Drama, Produção de Jerry Wald’s, Direção de Mark Robson e estrelado por Lana Turner.
Baseado no livro homônimo de mesmo nome, escrito por Grace Metalious, que vendeu quarenta mil cópias nos Estados Unidos em apenas dez dias após seu lançamento. Reconhecido por subverter os melodramas hollywoodianos, enfrentou forte censura, mas fez escola ao flagrar a hipocrisia dos habitantes de uma pequena cidadezinha do interior que escondem seus “pequenos” segredos: adultério, estupro e suicídio.
A Caldeira do Diabo foi o segundo filme de maior bilheteria nos cinemas norte-americano em 1958. Apesar de ter sido indicado para treze importantes prêmios de cinema de sua época, não conseguiu ganhar nenhum dos prêmios para os quais foi indicado.
Fazem parte do elenco: Lana Turner como Constance Mackenzie, Lee Philips como Michael Rossi, Lloyd Nolan como Dr. Matthew Swain, Arthur Kennedy como Lucas Cross (indicado para melhor ator coadjuvante), Russ Tamblyn como Norman Page,Terry Moore como Betty Anderson, Hope Lange como Selene Cross, Diane Varsi como Allison MacKenzie, Betty Field como Nellie Cross, Mildred Dunnock como Elsie Thornton, David Nelson como Ted Carter, Barry Coe como Rodney Harrington, Leon Ames como Sr. Harrington, Lorne Greene como Promotor, Robert Harris como Seth Bushwell, Tami Conner como Margie, Staats Cotsworth como Charles Partridge, Peg Hillias como Marion Partridge, Erin O’Brien-Moore como Sra. Evelyn Page.
A história se inicia em 1941, num lugar chamado Peyton Place, na Nova Inglaterra, onde a maioria das pessoas trabalha para uma grande fábrica de tecidos, as crianças estudam numa boa Escola Secundária e as famílias frequentam diversas igrejas, de diferentes religiões.

A então adolescente Allison Mackenzie( Diane Varsi), que narra a história, vive com sua mãe viúva Constance (Lana Turner), que administra uma loja de sua propriedade enquanto a empregada Nellie Cross (Betty Feld) cuida da casa. A melhor amiga de Allison é Selene (Hope Lange), filha da empregada, que vive em uma cabana com seu irmão menor e seu padrasto alcoólico Lucas Cross (Arthur Kennedy).
Seu melhor amigo é Norman (Russ Tamblyn), um rapaz reprimido pela mãe opressora Sra. Evelyn Page (Erin O’Brien-Moore) . Quando Allison e Norman são confundidos com outro casal que nadavam nús em um riacho, imediatamente surgem fofocas que chegam até Constance e a mãe de Norman. Constance discute com a filha e lhe faz revelações, que levam Allison a sair de casa e ir sozinha para Nova Iorque.

Mais de 1 ano depois, Selene confessa um crime e vai a julgamento, motivo de Allison voltar à Peyton Place, o último lugar que ela gostaria de estar no mundo.
Vale a pena ver e rever, principalmente para quem adora um melodrama, conforme o desenrolar da trama, voce começa a assimilar a personalidade de cada rosto enquadrado na tela, tendo a chance de se identificar com quem bem entender e desaprovar a vilania de certos personagens, desde a maior fofoqueira da cidade, sempre mal-intencionada, passando, evidentemente, pelo beberrão Lucas Cross.

O mundo de aparências é uma máscara, sobretudo para a puritana Constance, no desígnio de perpetuar a pose de boa moça, esconde da filha um segredo. A obsessão em ser perfeita aos olhos da comunidade em que vive, porém, acaba por prejudicar sua convivência com a filha. Só que esse jogo de faz-de-conta passa a ser encarado como algo vital numa cidadezinha como Peyton Place, onde todo mundo se conhece, cada pequeno deslize fora da linha é delatado com muito alvoroço.
Entretanto, como todo mundo sabe, o fio de nylon que sustenta as máscaras na face dos personagens a que assistimos não é capaz de resistir ao tempo, podendo arrebentar-se a qualquer momento. É aí que se deve estar preparado para assumir os erros e tentar se redimir.
A vida imita a arte
Dez dias após a cerimônia de entrega dos Oscars, Lana Turner viu sua própria vida virar escândalo. Sua filha adolescente enfiou uma faca no estômago do gângster Johnny Stompanato (amante da mãe, essa tendo que admitir que foi infiel assim como sua personagem) matando-o após ouvi-lo ameaçar a atriz de morte. Tal crime inspirou o best-seller Escândalo na Sociedade.
O filme rendeu uma duradoura série de televisão de mesmo nome (com Ryan O’Neal), que se estabeleceu como o primeiro drama tórrido, abrindo caminho para gerações futuras como Desperate Housewives e Twin Peaks.
Bibliografia: 65 Anos de Cinema
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